Arquivo para a categoria 'Cultura'

23
ago
11

Brasas Chat

Ô, meu povo, eu sei que o Pimentices está incubado há muito tempo!! Mas é para poder ter um ‘face to face’ com o seu público!!! Hoje tem palestra, em inglês, sobre vida a bordo, e várias dicas de viagem pelo Mediterrâneo!! É uma parceria com o STB Brasas.. Não percam!!! Vou contar, ao vivo, tudiho tudinho, prometo!!

Confirme sua presença. ;) Segue a divulgação..

http://www.stbrs.com

Até mais!! Beijão.

14
mar
11

Salvador

Passado o carnaval, dá para voltar a falar da Bahia…

Aportamos em Salvador no final da tarde. Após o fechamento do spa, a equipe toda saiu, para conhecer as baladas baianas e aproveitar a primeira overnight do navio, daquela temporada. Fomos ao bar “Clube da Cerveja BH-197″, relembrar dos temperos, drinks e músicas brasileiras.

O aroma do porto de Salvador não é dos melhores, e como os boatos indicavam, existia realmente um odor forte de urina, naquela região. Nos orientaram que as fitinhas do Bonfim, gentilmente distribuídas na saída do porto, gratuitamente, era um chamarisco para turista, e poderiam identificar aos criminosos, boas vítimas para furtos e assaltos. Infelizmente, não é esse tipo de informação que gosto de dar no Pimentices, me traz extremo desconforto e vergonha; mas quem sabe assim, não abro os olhos dos responsáveis pela nossa segurança nacional ou de turistas desligados.

No outro dia, eu e uns colegas pedimos informações para uns pescadores, acabamos ganhando uma carona, para a praia indicada por eles. Não era carnaval, ainda assim havia um fervor nas areias da Praia da Barra. Liguei para a família, logo que cheguei, e depois fomos procurar um lugar ao sol, visitar o Farol da Barra. A praia era ótima!! Não dava vontade de voltar para o navio, como sempre.

Aproveitei para conhecer alguns pontos turísticos, antes de voltar ao trabalho: Elevador Lacerda - era bem baratinho, com alguns centavos, dava para apreciar uma panorâmica da cidade - e dava acesso às ruas do Pelourinho, com vários artesanatos, e artigos tradicionais. Voltei ao navio sem trançar os cabelos estilo rastafari, para sorte da minha chefe; e sem um berimbau, com todo esse talento musical, para o alívio da minha colega de quatro, e dos vizinhos de porta. Na despedida de Salvador, apreciei um pouco da ginga capoeira, no Mercado Modelo.

É indiscutível a diferença cultural, de cada canto do Brasil. Foi difícil sentir-se em casa!!! Era estrangeira no meu próprio país. É bom estar de volta…ainda assim, recomendo viajar. A gente aprende a se adaptar. A Bahia tem seus desencantos, mas tem muitos encantos também, sobretudo com narração tão doce, como do vídeo abaixo. Filme da minha infância, não deixe de assistir!!! ”Você já foi à Bahia, nego? Então vá!!”

 

25
fev
11

Recife e Olinda

Não, eu não esqueci que tenho um blog!! Juro. E não é por causa dos cortejos carnavalescos que decidi escrever novamente sobre a minha viagem; embora os bonecos de Olinda sejam bem inspiradores. E seguindo os pensamentos do Amyr Klink: “Muito pior que não completar uma viagem, é nunca partir…”

As expectativas eram grandes para minha 1ª folga do navio, mas nada ocorreu como eu havia planejado. Esse foi o dia dos problemas com o name tag, narrado em posts anteriores. O bom filho à casa retorna. Na excitação da chegada em solo tupiniquim, a marinheira ruiva de primeira viagem – literalmente – acabou esquecendo o passe de entrada e saída do navio. Não consegui sair junto aos meus colegas. Acabei desbravando essas terras, com uns passageiros, que como eu, não queriam gastar, e faziam turismo pé-de-chinelo.

Minha primeira impressão de Recife é de uma cidade para turistas com dinheiro, que pegam táxi para todos os lados. Caminhamos muuuuito, perto do porto, até achar uma casa de câmbio. A região portuária me pareceu bem industrial, ainda pouco desenvolvida, em aspectos turísticos; embora, visualmente, a natureza seja privilegiada, como boa parte do nordeste brasileiro. É uma cidade antiga, definitivamente, com o peso da história do Brasil em sua arquitetura.

Optamos por conhecer Olinda primeiro, de ônibus, obviamente – procurar os bonecões cabeçudos, e animados bailarinos de frevo – e depois visitar uma praia de Recife, famosa pelos tubarões. Completamos o checklist, com direito a banho de mar, sem perda de membros inferiores ou superiores, que por sorte, os tubarões não estavam famintos!!!

Olinda foi realmente marcante, o ápice do passeio. Nos indicaram subir até a parte mais elevada da cidade, com melhor visual, conseqüentemente. Foi uma ofegante e escaldante caminhada, com sol a pino, e provavelmente uns 70°C, ao menos sobrou uma graninha extra para o almoço, e para um inevitável sorvete. Os bonecos estavam lá, por todos os lados, sorridentes e cabeçudos, com seus braços desgovernados. O povo que vivia no alto do morro era simpático e amistoso. Os meninos acabaram comprando os típicos guarda-chuvinhas de frevo, e receberam uma aula do vendedor. Eu fiquei filmando, já tinha recebido um daqueles, de presente da minha irmã, portanto, não tive direito à aula. Nem que eu quisesse, não teria coragem de dançar frevo no meio da rua.

A beira-mar de Recife tinha aspecto diferente da região portuária, moderna, com prédios enormes. Na areia havia placas alertando a presença de tubarões naquelas águas, entrei com medo, mas a temperatura era tão convidativa que decidi sair somente em caso de mordida de tubarão ou se acabasse meu tempo de folga, pq logo tinha que trabalhar.

Os passageiros tinham mais algumas horas de folga, mas eu tive que ir trabalhar, voltei sozinha e quase me perdi, naquela região deserta e industrial, perto do porto. O passeio valeu a pena, e foi início de uma boa temporada brasileira. Próxima parada: Salvador. Aguardem!!!

08
fev
11

Depois da meia noite…

Escrevo a noite para dormir em paz com os pensamentos, para aliviar a sede de tranquilidade do meu coração. Sorte de quem tem olhos belos pela manhã, menos inchados e sem olheiras. Há dias tento encontrar minha inspiração diurna, mas a letras engasgam na minha mente, os dedos paralisam para não digitalizar minhas idéias. Me indicaram manter um bloquinho ao lado da cama, mas o computador ainda estava ligado. Sorte de quem tem olhos belos pela manhã.

Achei uma impecável citação de Mário Quintana, que me desincha os olhos e alivia a dor de ser noturna:

“Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso…”

Sempre se deve duvidar das citações da internet, mas de tão bonito, não duvidei que fosse mesmo do Quintana. Fica o mistério. Ainda que eu tenha palavras para fazer poesia, o medo impede de se mostrar no íntimo. Escolhi para profissão, algo que por sorte, atualmente, me permite usar óculos escuro, para esconder o hobby da madrugada. Segue uma reportagem de divulgação do trabalho que me ocupa nos últimos tempos…

 http://www.correiodopovo.com.br/impresso/?ano=116&numero=127&caderno=15&noticia=253710




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