Posts Categorizados ‘Liberdade

08
fev
11

Depois da meia noite…

Escrevo a noite para dormir em paz com os pensamentos, para aliviar a sede de tranquilidade do meu coração. Sorte de quem tem olhos belos pela manhã, menos inchados e sem olheiras. Há dias tento encontrar minha inspiração diurna, mas a letras engasgam na minha mente, os dedos paralisam para não digitalizar minhas idéias. Me indicaram manter um bloquinho ao lado da cama, mas o computador ainda estava ligado. Sorte de quem tem olhos belos pela manhã.

Achei uma impecável citação de Mário Quintana, que me desincha os olhos e alivia a dor de ser noturna:

“Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso…”

Sempre se deve duvidar das citações da internet, mas de tão bonito, não duvidei que fosse mesmo do Quintana. Fica o mistério. Ainda que eu tenha palavras para fazer poesia, o medo impede de se mostrar no íntimo. Escolhi para profissão, algo que por sorte, atualmente, me permite usar óculos escuro, para esconder o hobby da madrugada. Segue uma reportagem de divulgação do trabalho que me ocupa nos últimos tempos…

 http://www.correiodopovo.com.br/impresso/?ano=116&numero=127&caderno=15&noticia=253710

24
nov
10

London

A imagem do Big Ben e da London Eye no quarto do meu namorado, toda a vez, me faz lembrar as minhas passeadas por essa cidade excepcional. Sem dúvidas é digna de uma rainha. Muito difícil definir Londres em palavras, por isso da demora da postagem. Pensei, “o que vou escrever sobre Londres?”, é impossível!! Vêm mil imagens na cabeça: multicultural, multiracial, muitos estilos, muitas línguas, religiões, muita liberdade, muita expressão, muita música, arte, eventos, comidas, trens, muita riqueza, modernidade, antiguidade, museus, moda, educação, respeito, muito avanço em relação ao meu Brasil. Londres é MUITO para mim. É muita saudade.

Além do que o turismo divulga a todos, ainda tem muito mais. Não deixe de ver o Big Ben, London Eye, Tower Brigde, Piccadily Circus, Palácio de Buckingham, Madame Tussaud, troca da guarda, ônibus de dois andares, e todos os clássicos pontos turísticos. Mais que isso…Vá no bairro alternativo Camden Town, vá em bairro afastado - tipo Watford Junction, onde ficava minha primeira ‘casa’, YMCA. Tome uma cerveja nas ruas de Covent Gardens, estilo Ossip. Visite toooodos os museus. Vá na Harrods, loja que a rainha faz compras, mas compre na Primark, que é muito barato. Vasculhe Piccadilly, Oxford, Soho, China Town de cima a baixo, com tantas lojas, livros, pessoas, comidas, arte, dança de rua, festas, tudo!! Use trem, metrô, ônibus, táxi, mapas, caminhe. Caminhe de dia, de tarde, de noite, de madrugada. Vá aos parques, faça um piquenique no Green Park, caminhe 3 ou 4h no Regent’s Park, e ainda assim não terá conhecido todo. Tire uma foto como os Beatles, na Abbey Road. Há tanto a fazer.

*

A primeira vez que fui em Londres, fiquei 3 semanas lá, fazendo um treinamento pesado, para poder trabalhar a bordo de um navio. Estudo de domingo a domingo; manhã, tarde e noite. Díficil. E foi trabalhando para uma empresa Britânica, que pude ter esse ótimo treinamento. Nível de realeza, como tudo de lá. Até o ruim é bom em Londres. Tive algumas objeções em relação a língua, na verdade ao sotaque. Meu ‘anjo da guarda’ brasileiro, Didiê, me perguntou se eu entendia o que a voz no metro dizia, nos primeiros minutos em solo Britânico. E eu tive que mastigar a batata que eles guardam na boca quando falam, para entender. Treinar os meus ouvidos, acostumados com inglês americano. Em 3 dias, ou uma semana lá, meu inglês evoluiu e desabrochou muito mais que os 6 anos de prática da língua aqui.

Nessa minha primeira imagem de Londres destaco a educação, cordialidade, gentileza deste povo. E também na liberdade de expressão, estilo, que reflete nas roupas, que você nunca viu ou imaginou que pudesse existir. O Didiê me abriu os olhos, no metrô. – “Não fica olhando muito para as pessoas com roupas mais diferentes, eles podem não gostar, e reclamar.”

Conheci primeiro a zona 7, longe do centro, que é zona 1. É quase ‘countryside’, a casca da maçã, enquanto o centro são as sementes – grandes sementes. Casinhas de tijolo a vista, grande maioria com detalhes em branco, algumas vendinhas, estações do trem ou metro, e bares. Tudo parece meio igual. A distância de lá, ao centro, não sei ao certo, mas demorava 1h20min. O lugar que eu estava era quase um pólo daquela região, com shopping e muitos bares. Muuuuuuuuuitos bares, que eu fiz questão de desfrutar, já que a madrugada era meu único tempo livre, e eu estava conhecendo tanta gente nova. Naquela época eu já tinha me encantado por Londres.

Na segunda passada pela cidade da Rainha, fui como turista, e mais: de férias, merecidas férias. Daí eu me apaixonei de vez. Conheci tudo que não tive tempo de conhecer antes. E sem horários, sem compromissos. Acordava, pensava: “Bom, o que nós vamos fazer hoje?”, eu e eu mesma. Nada de opiniões adversas, imagine o desfrute que não foi. E nessa segunda vez eu destaco novamente a educação, cordialidade e gentileza dos que me ajudaram a achar meu hostel, acessando google dos celulares; dos que carregaram as minhas malas pesadas depois de 5h viajando e me apontaram por onde eu deveria seguir. E a liberdade que eu aprendi a ter com Londres, que me deixou explorar a cidade à minha maneira, ao meu estilo.

*

Comprei um moleton “I S2 London” depois dessa semana de desfrute. E recomendo que você vá lá, e se apaixone, e compre o seu também.




Agenda

maio 2012
S T Q Q S S D
« out    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.